OSHO 2
Debate mensal. Um primeiro-ministro defende-se das acusações de uma oposição barriguda perguntando "que governo teria interesse em ter contra si 700.000 funcionários públicos?". Eles berram-lhe com a sobranceria dos irresponsáveis que se estão a cagar para as evidências.
Um pouco depois, a câmara da Sic Notícias apanha uma (ainda) ministra da Justiça a desfazer-se em sorrisos enquanto persegue (já de cigarro na boca, dentro do hemiciclo...) uma ministra das Finanças que lhe vira as costas e o seu próprio egocêntrico patrão partidário que lhe faz o mesmo. Se fosse preciso pôr legendas neste quadro seria "Companheira, amiga, palhaça: estás out!"
No rodapé do jornal da tarde, a notícia da união da maioria contra tudo o que toque a despenalização do aborto. A necessidade de manter o apoio do reaccionário partido da direita obrigará o PSD a calar a sua consciência. E a calar as 120.000 vozes que pediram, por escrito, um novo referendo.
"Esqueça tudo o que lhe disseram sobre "Isto é certo e aquilo é errado": A vida não é assim tão imóvel. Aquilo que é certo hoje pode ser errado amanhã, a coisa que é errada neste momento pode ser certa no momento seguinte, (...) A vida não é uma farmácia once cada frrasco está rotulado e se sabe o que é o quê. A vida é um mistério: numa determinada altura tudo se ajusta e então é certo; numa outra altura, correu tanta águapelo Ganges abaixo que deica de se ajustar e é errada."
idem, ibidem
Sem comentários:
Enviar um comentário